quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Curvas do corpo


A curva das tuas ancas me excita
Os bicos dos teus peitos arretados
No espelho são reflexos dourados
De um desejo profano que palpita

Flutua tua sombra toda nua
A cortina dos cabelos ocultando
O fogo dos teus olhos me queimando
Teus dentes me mordendo a carne crua

Procuro igualar-me ao teu balanço
Sintonia no ardor entrelaçado
Ouvindo a confissão das tuas propostas

Aperto tua cintura num abraço
Na curva das tuas ancas agarrado
Desmaio de amor nas tuas costas!


                                 Elieser Rufino - 2010

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